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O Mosteiro de Odivelas

Page history last edited by Maria Prazeres Casanova 9 years ago

D. Dinis e Odivelas.

 

      A construção do Mosteiro de São Dinis inicia-se em 1295. 

      Existem duas versões que justificam a sua construção.

     Segundo a História, o monarca construiu este mosteiro, para nele acolher a sua filha D. Maria Afonso, cuja família materna possuía paço no Lumiar. Esta infanta morre ainda adolescente.

 

     A tradição conta-nos que, andando o rei à caça na zona de Beja (ou de A-da-Beja, noutra versão),

foi atacado por um corpulento urso que, investindo contra o cavalo, deitou por terra o monarca.

Ao invocar os protetores S. Dinis e S. Luis, bispo de Tolosa, para sua defesa, prometeu fundar um mosteiro se conseguisse sair ileso daquele perigo.

Puxou do punhal que trazia à cinta, cravou-o no coração da fera que logo ficou sem vida.

Quer seja esta história verdadeira  ou não, o seu túmulo está assente em figuras de urso.   Mandou construir um Mosteiro na Quinta de Vale de Flores. o Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, para acolher freiras da Ordem de Cister. 

 

 

 

Figura 1:  D. Dinis (túmulo)

Figura 2: Esculturas de ursos no túmulo de D. Dinis 

 

 

Deu-lhe o nome do seu protector S. Dinis, primeiro Bispo de Paris, cuja festa se celebra no dia do aniversário do Rei.

Para além de São Dinis este mosteiro é também dedicado a São Bernardo de Claraval  em homenagem ao reformador a quem se deve a Ordem de Cister.

 

Dotou o mosteiro de grandes rendimentos e muitas propriedades, além de avultadas quantias em dinheiro, acrescentando-lhe 4 mil libras no testamento.

 

 


                                                                                                                                                                                                                                                                                                    

 

 Figura 3: São Bernardo de Claraval

O Paço Real em Odivelas

 

        O rei manteve com a povoação de Odivelas uma relação estreita, dada a existência de um Paço Real, na Quinta de Vale de Flores, como já referimos anteriormente.A corte permanecia neste local durante largas temporadas. 

        Parte deste edifício  manteve-se de pé até aos primeiros anos do século XX, tendo sido demolido para nesse local ser construído o ginásio do Instituto de Odivelas

 

     No dia do seu aniversário – 9 de Outubro – havia um bodo aos pobres, oferecendo o Rei dois bois para esse fim.

 

      

     As freiras conservaram esta tradição durante séculos. Quando mais tarde os comensais diminuíram, a comida confeccionada no mosteiro para o bodo, era enviada para as prisões de Lisboa.

 

       

 

 

 

 

Figura 4: Paço de D. Dinis

 

 

Mosteiro de S. Dinis

 

   

O Mosteiro foi fundado pelo rei D. Dinis em 1294, e foi aceite, no mesmo ano, por D. Roberto, abade de Cister, como nova casa da Ordem; em 1295, a 23 de Março, o rei constituiu o dote do Mosteiro, incluindo os padroados das igrejas de Santo Estêvão de Alenquer e de São Julião de Santarém, bem como a mata de Loures, entre outros bens.

Nesse ano, a doação foi confirmada por carta do bispo de Lisboa, D. João Soalhães.

O Mosteiro foi dedicado a São Dionísio e a São Bernardo. 

As obras de construção foram executadas segundo os planos dos arquitectos Antão e Afonso Martim, e concluídas entre 1304 e 1305.

 

 

Figura 5: Mosteiro de São Dinis (Odivelas) 

 

 

     Por determinação no seu testamento, aqui ficou sepultado, em túmulo colocado no centro da igreja;  cinco capelães celebravam diariamente missa por sua alma.

     Foi edificado em estilo gótico, como a Abadia de S. Dinis em Paris, considerada a primeira definição deste estilo nascido em França e imitado depois em tudo o mundo. É um dos raros monumentos góticos que se conservam nos arredores de Lisboa.

     Com os sucessivos restauros efetuados, o Mosteiro começa a perder a primitiva pureza de linhas, por volta do século XVI. Identificam-se as portas do claustro em estilo Manuelino, a fonte Renascentista, as capelas quer de mármore, quer de estilo barroco, as alpendradas, o revestimento das paredes a azulejo, já em 1671, que carateriza quer o exterior, quer o interior, nomeadamente os núcleos da antiga cozinha do convento, do refeitório das freiras, da alpendrada, do nartex e da portaria.

     No séc. XVIII, depois do terramoto, fizeram-se obras que não respeitaram a traça gótica, utilizando-se o estilo neo-clássico, quer na igreja, quer nos lanços do Claustro.

     A este mosteiro, estão associadas figuras históricas para além do seu fundador Rei D. Dinis, cujo túmulo datado da primeira metade do séc. XIV, se encontra na capela absidal do lado do Evangelho.

 

 

     Neste mosteiro morreu a rainha D. Filipa de Lencastre, refugiou-se uma outra D. Filipa de Lencastre, filha do infante D. Pedro, após a batalha da Alfarrobeira, viveu segundo as
normas do ideal ascético, a irmã de D. João II, princesa Santa Joana.

 

     O Mosteiro de S. Dinis, era de freiras bernardas, da Ordem de Cister. As residentes eram filhas da nobreza, que não casavam por não disporem de bens, quando a família não lhes atribuía um dote. Não estando prometidas em casamento a algum nobre, as raparigas recolhiam à sombra protetora dos mosteiros, enriquecidos com as doações dos reis e dos nobres, para aí levarem uma vida segura, em termos económicos.

     A proteção das recolhidas do Mosteiro de Odivelas, era quebrada com as visitas dos reis a raparigas de seu agrado; o rei D. João V frequentavam o convento, sendo que a célebre Madre Paula, era mãe de um dos filhos de D. João V.

     Em 1834 extinguiram-se as ordens religiosas, durante a Monarquia Constitucional, e em 1902 o convento foi entregue ao infante D. Afonso que nele promoveu a instalação do atual Instituto de Ensino.

     

     É Monumento Nacional por Dec. de 16/06/1910.

(cf. s.a., s.d. in http://www.cm-odivelas.pt/Concelho/LocaisInteresse/MosteiroSDinis/index.htm)

 

 

No Convento:

Das dependências conventuais destaca-se o claustro novo ou do Capítulo, de 2 pisos, com lambril de azulejos no primeiro, portal conopial de acesso ao coro (primitivamente).

 

No Claustro Novo podemos admirar:

 

 

 

 

Podemos observar a torre anexa junto à igreja.

 

Neste claustro encontramos a sala do Capítulo, hoje pequeno museu onde, entre outros, se conserva desmanchado o antigo órgão, que nunca foi montado devido às suas dimensões.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figuras 12: Órgão na Sala do Capítulo

Figuras 5- 11Claustro Novo                                                                                                                                                                                                                                                

 

 
refeitório com lambril de azulejos figurados e albarradas com tecto de masseira em caixotões pintados com elementos vegetais e compositivos referentes a cenas do Antigo e do Novo Testamento.púlpito e mecanismo giratório ligado à cozinha.

 

 

 

Figuras 13-14: Refeitório

 

 

 

Claustro da Moura

     Separando-se do claustro da Moura, parcialmente de 2 pisos com alguns capitéis góticos no 1º, a cozinha forrada com azulejos de figura avulsa e refeitório 

 

 

 

 

 

 

Figuras 15: Claustro da Moura

 

 

Igreja

 

    
     

 

 

Figuras 16-19: Corpo da Igreja

 

 

     A igreja de planta longitudinal composta por nave única, cabeceira escalonada com abside e absidíolos poligonais comunicantes e com contrafortes escalonados, tendo adossada sacristia lado Epístola e capela Nicolau Ribeiro Soares no Evangelho; com entrada lateral por galilé abobadada precedida por loggia azulejada sob colunas toscanas em ângulo recto acompanhando outras construções e onde se faz acesso ao Instituto. Interiormente, abside com abóbada de 3 tramos, sob colunas e mísulas, e frestas com mainel; as abóbadas dos absidíolos conservam ainda vestígios de policromia.

     

 

 

   
Figuras 20-23: Túmulo de D. Maria Afonso 

     No centro dos absidíolos encontram-se os túmulos de D. Dinis, arca de grandes dimensões, de forma paralelipipédica, com jacente e 6 suportes, e de sua filha D. Maria Afonso, constituído por arca de forma igualmente paralelipipédica, com jacente e dois suportes.

      Ambos os túmulos se encontram muito degradados sendo no entanto visíveis a riqueza da sua decoração. Nave com 2 púlpitos e 4 altares enquadrados por arcos e tribuna sobre entrada.

 

(s.a., Janeiro, 2010)

 

 

Nossa Senhora de Odivelas

O cronista diz que o mosteiro foi fundado "... em honra de Deus, da Santíssima Virgem sua Mãe e de todos os santos, e especialmente dos Santos Dionísio e Bernardo". No coro das freiras, Nossa Senhora tinha culto sob várias invocações , mas nenhuma a Nossa Senhora de Odivelas. A única imagem que conheço é um painel em azulejos na parede sul da Galilé, representada com Jesus nos braços e ladeada por 2 anjos. Data do século XVII.   

 

(Vaz, Máxima, janeiro de 2012)                                           

 

Figuras 24: Imagem de Nossa Senhora de Odivelas

 

 

 

O Mosteiro de S. Dinis tem sido fonte de inspiração para escritores e poetas, tanto no passado como no presente. Podemos consultar on-line algumas

 

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